A estimulação em casa

As dificuldades encontradas para iniciar a estimulação precoce da Luisa fizeram com que eu buscasse alternativas para substituir – naquilo que fosse possível, o que já deveria estar sendo trabalhado nas sessões de terapia. Mesmo depois de iniciadas as sessões de estimulação, os profissionais orientam o que fazer em casa e ensinam como fazer, então a estimulação em casa é uma continuação das sessões profissionais, naquilo que é possível que os pais, leigos, dêem conta de fazer corretamente, lógico.

Segui as orientações das cartilhas e dicas do Projeto Down e do Movimento Down, que se encontram disponíveis em http://www.projetodown.org.br e http://www.movimentodown.org.br/2013/08/como-estimular-o-bebe-com-sindrome-de-down-em-casa/; http://www.movimentodown.org.br/2013/08/estimulacao-nas-atividades-do-dia-a-dia/;  http://www.movimentodown.org.br/2013/04/guia-de-estimulacao-para-criancas-com-sindrome-de-down/.

Por volta dos 45 dias de nascida comecei a usar tapetes infantis para ‘exercitá-la’ e estabeleci dois horários, um pela manhã e outro pela tarde, para brincar com ela no tapete, quando não estivéssemos nas consultas, exames e avaliações médicas. Coloquei um móbile musical muito colorido em seu berço e pendurei brinquedos também bastante coloridos e barulhentos nas laterais. Pendurei brinquedinhos também na lateral de seu berço portátil, na alça do bebê conforto e no carrinho. Todo lugar em que Luisa esteja, estará cercada por estímulo visual e auditivo. Abaixo, Luisa com 48 e 50 dias de nascida, na estimulação de casa.

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Para ajudar na motricidade oral, adotei os bicos de mamadeira ortodônticos e não aumentei os furos. Talvez tenha sido a parte mais cansativa, pois Luisa demorava mais de uma hora para tomar o leite, quando a literatura fala que o tempo médio deve ser de vinte minutos. Tive a sorte de contar com a ajuda de uma super babá nos dois primeiros meses da Luisa, uma pessoa maravilhosa, que foi incansável nessa tarefa de ter paciência, insistir e esperar o tempo que fosse necessário até que ela tomasse tudo, o que contribuiu para o fortalecimento da musculatura ligada à sucção pela força que Luisa tinha que empregar na tarefa.

Foi recompensador. Em pouco tempo Luisa já sustentava a cabeça, já interagia com os brinquedos, já acompanhava com os olhos os bichinhos rodando no móbile. E essas conquistas me deixaram tranquila, por sinalizarem que eu estava no caminho certo e me deram ânimo para buscar cada vez mais opções de estímulos.

2 comentários em “A estimulação em casa”

  1. Muito legal poder acompanhar através de relatos como este o dia a dia dos pais e de seus filhos, com suas dificuldades e conquistas, acredito que essa é uma forma de entender melhor as necessidades e duvidas que permeiam o dia a dia de cada família. Obrigada por compartilhar suas experiências!

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