A AVENTURA DA TERAPIA CRANIOSACRAL

Certo dia, estava consultando os anais de uma Conferência sobre síndrome de Down que ocorreu em Boston, e tomei conhecimento da utilização da Terapia Craniosacral como terapia alternativa. O que li me deixou interessada a ponto de me levar a outras pesquisas que me deixaram muita animada quanto aos resultados positivos observados na regulação do metabolismo e nas alterações craniofaciais da síndrome de Down. Iniciei uma pesquisa mais substancial sobre o assunto, conversei com a Terapeuta Ocupacional da Luisa sobre a terapia, trocamos impressões e descobri que, em poucos dias, haveria uma palestra sobre o tema em uma faculdade particular da minha cidade.

Que coincidência!!!!

Então me informei sobre a palestra e descobri que era gratuita, porém, restrita os alunos de Fisioterapia deste Centro Universitário, em que eu inclusive já fui professora da graduação em Direito. Decidi então que eu ia de penetra na palestra, porque na pior das hipóteses, se eu fosse descoberta, alguma consideração imagino que teriam comigo, na qualidade de ex-professora daquela Instituição de Ensino. Bom, por via das dúvidas levei a Terapeuta Ocupacional da Luisa e outra mãe de criança com síndrome de Down, uma amiga topa-tudo, pra compartilhar a vergonha para o caso de sermos convidadas a nos retirar.

Até achei mesmo que a aluna que passou a lista de frequência me olhou esquisito, mas felizmente deu tudo certo. Felizmente mesmo, porque o que vi e ouvi me impressionou muito. Já saí de lá com dezenas de esquemas, contatos, propostas de colaboração e com a promessa de que, se houvesse vaga, eu poderia ser uma das alunas do Curso de Introdução à Terapia Craniosacral que haveria em Belém algum tempo depois, o que de fato aconteceu.

Mas, o mais importante de tudo foi conhecer a Dra. Marketa Fischerova, fisioterapeuta, atualmente residindo aqui, com quem Luisa pôde começar os atendimentos da Terapia Craniosacral aos sete meses. Logo na primeira sessão Luisa gargalhou sonoramente pela primeira vez! Mais coincidências?!?! E aparentou uma expressão de serenidade que até então não constava do rol de expressões que eu conhecia. Não era sonolência, não era preguiça, não era nada que já estivesse identificado na nossa comunicação mãe-filha. Era simplesmente serenidade!

Fiquei feliz com o resultado. Valeu a pena. Mesmo tendo sido penetra na palestra, o que não é muito ético. Mas o evento era gratuito, e havia muitos lugares vazios no auditório. E conhecimento deve ser compartilhado mesmo, porque existe para ajudar as pessoas. Luisa continua na Terapia Craniosacral. E sempre sai das sessões com cara de quem estava meditando tão profundamente quanto um monge tibetano. Quando eu mesma fui submetida a sessões da Terapia, entendi perfeitamente como ela se sente. Existem possibilidades e alternativas maravilhosas às abordagens convencionais, para cuidar do corpo e da alma. Só é necessário estar aberto a elas.

Abaixo, algumas imagens da primeira sessão com a Dra. Marketa. Não tive a presença de espírito de filmar…..

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3 comentários em “A AVENTURA DA TERAPIA CRANIOSACRAL”

  1. Muito interessante, desconheço esta terapia. Mas, esta terapia, além do relaxamento da criança, o que mais que ela oferece? Esse relaxamento, não contribuiu ainda mais com a hipotonia por eles apresentada?

    1. Oi Adriana, há referências da utilização da Terapia Craniosacral em crianças com hiperatividade, síndrome de Down, autismo, dislexia, paralisia cerebral, padrões de sono alterados, cólicas, infecção de repetição no trato respiratório, afasias e outras alterações da fala, convulsões, alterações do tônus muscular, etc. Encontrei registros em todas essas situações, inclusive de melhora do tônus muscular. Em uma revisão, encontrei as seguintes referências bibliográficas:
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      ity and social experimentation: Donald Campbellʼs legacy (pp. 239-266). Thousand Oaks, CA: Sage.

  2. Boa tarde. Gostaria de informar que agora em setembro de 2016 haverá um curso em Belém PA para todas as pessoas, com ou sem formação na área da saúde, chamado ShareCare, onde serão ensinadas algumas técnicas de terapia craniosacral que podem ser usadas em casa, com amigos e pessoas próximas. Para maiores informações basta entrar em contato pelo Zap 88897567 com Patricia.

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