Vendo tudo piorar sem confiar que melhoraria – a pneumonia

As já combinadas idas semestrais às consultas com o Dr. Zan permitiram programar, para o mês em que Luisa completou um ano (escrevo esse post seis meses após isso, quando ela já está com dezoito meses), visitas a outros médicos de São Paulo. Agendamos consulta com o Dr. Paulo Breines, neuropediatra, para investigar o balanço da cabeça que começou quando ela estava com dez meses, e agendamos consulta com o Dr. Ricardo Ghelman, Imunopediatra, com quem eu pretendia iniciar um tratamento com “viscum album” subcutâneo, para melhorar a imunidade.

Enquanto realizávamos os exames que fazem parte da rotina de acompanhamento médico semestral (requisitados pela nutróloga porque Luisa continuava sem pediatra local), o sistema imunológico permanecia dando sinais de comprometimento. A congestão nasal era permanente, assim como a secreção. Foi um período de muitas faltas às terapias e ao Projeto Acreditar.

Por outro lado, eu estava super ansiosa pelo resultado dos exames semestrais, pois, por mais que eu tivesse confiança nos estudos em que fundamentei minha decisão de suplementar Luisa, por mais que estivéssemos sendo acompanhadas por uma excelente profissional médica, havia sempre o fato de que o Dr. Zan não autorizava o Nutrivene D que Luisa tomava desde o sexto mês.

Antes da viagem para as consultas, saíram os resultados de quase todos os exames (à exceção da dosagem de zinco e cobre, que são enviados pra fora do Estado) e um pouco da ansiedade foi dissipada, pois os resultados laboratoriais comprovaram que não houve nenhuma alteração, mesmo que leve, das funções hepática e renal da Luisa, assim como não houve super dosagem de vitaminas e minerais, ao contrário, surpreendentemente quase todas as taxas estavam baixas, com duas exceções – o cálcio, que estava no limite máximo (hipotireoidismo?) e o selênio, que estava mediano. O restante estava baixo ou muito baixo. Havia uma discreta anemia ferropriva e a vitamina D estava dentro dos valores de Insuficiência……. .

E então chegou o dia da viagem (sem que tivéssemos recebido as dosagens do zinco e cobre). Porém, a felicidade com que embarcamos foi logo dissipada pela febre que iniciou ainda durante o vôo e que, por não ter cedido, nos forçou a cancelar a consulta com o neuropediatra, que seria no dia de nossa chegada, e correr para o consultório do Dr. Zan, acolhendo sugestão da minha amiga Denilce Martins, a quem serei eternamente grata pelo apoio.

Às 14:00 horas Dr. Zan examinou Luisa, a medicou e a colocou em observação lá mesmo, em sua Clínica. Às 17:00 horas voltou a examiná-la e constatou que já se apresentava o quadro de broncopneumonia!!!!! Foi desesperador. Um desespero que se prolongou pelos dias subsequentes, ao vê-la tão abatida, tão quietinha, tão desanimada……..tão diferente do que ela é!

E assim Luisa teve sua primeira broncopneumonia (e espero que última) e tomou antibióticos pela primeira vez (também espero que ultima). Ficamos em repouso absoluto e, por isso, a consulta com o Dr. Ricardo Ghelman também foi adiada.

Quando voltamos pra casa depois de alguns dias, após o Dr. Zan nos liberar, recebi finalmente o resultado da dosagem de zinco e cobre e então pude entender porque a imunidade da Luisa estava tão comprometida. Mesmo após seis meses de suplementação com Nutrivene D, o zinco plasmático também estava baixo…… Então vieram os ajustes nas dosagens de algumas vitaminas e alguns minerais, que passaram a ser suplementados para além do Nutrivene, como zinco, vitamina D e ferro, este último através da oferta de carne vermelha uma vez por semana, recomendação a que ainda resisti por um tempo, até encontrar em minha cidade o local em que era comercializada a carne livre de antibióticos da Korin.

Quanto ao balanço de cabeça, Dr. Zan o considerou como um sintoma da maturação do sistema nervoso central, recomendou que diminuíssemos as atividades até que houvesse a confirmação do que estava ocorrendo e requisitou o acompanhamento com o neuropediatra, o que fizemos assim que retornamos para casa. E por falar em casa…….sempre é bom voltar pra casa, sempre, mas dessa vez foi muito melhor. Que maravilha chegar em casa.

E assim transcorreu o primeiro dia da convalescença - olhinhos baixos e desânimo......tão diferente do que ela é!
E assim transcorreu o primeiro dia da convalescença – olhinhos baixos e desânimo……tão diferente do que ela é!

2 comentários em “Vendo tudo piorar sem confiar que melhoraria – a pneumonia”

  1. Nossa, que susto ! A Luisa nunca tinha tomado antibiotico ? Que maravilha. Com um ano acho que a Lavinia deve ter tomado pelo menos umas 6 vezes. Desde julho, ja é a 4a. vez que toma. Vou fazer mais exames semana que vem. Mas por enquanto esta tudo bem. Ela é bem magrinha, nao come muito, Mas eu dou carne de vez em quando e os unicos suplementos sao Ferro e Vit. D3, quando me lembro, sinceramente. Luisa, fique com Deus. Rezaremos pra que vc volte logo a fazer bagunça na sua casa. Beijos.

    1. Muito obrigada Fabiana. Espero que Labínia também não precise mais tomar antibióticos. É a imunidade. A síndrome de Down favorece um quadro de imunodeficiência congênita que nos exige um acompanhamento mais de perto. E eu era teimosa também. Dr. Zan já havia orientado que ela comesse carne uma vez por semana (mais do que isso favorece o aumento do estresse oxidativo por causa da ferritina), e eu resistia. Mas as taxas melhoraram com essa providência. Abraços.

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