O “planejamento estratégico” do ano escolar: entre eletrônicos e copos de canudos

O final de 2015 foi muito intenso. Por um lado, andávamos às voltas com os preparativos para o ingresso na escola. Entrevista, reunião com a Coordenação da Educação Infantil, com a Coordenadora do Núcleo de Atendimento aos Alunos com Necessidades Específicas, visita à escola, dia do acolhimento, euforia, expectativa e alguma preocupação com situações pontuais, necessárias ao ambiente escolar, como a familiaridade com os vídeos de desenhos e musiquinhas infantis o uso do canudo. Por outro, a persistência de alguns sintomas da sinusite vista pelo Dr. Zan na consulta de outubro e das estereotipias, que estavam nos levando a concluir pela necessidade da investigação e intervenção no sistema digestivo.

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Na imagem acima, Vânia, eu e Lourdinha, no dia do acolhimento às famílias dos novos alunos. Lourdinha é a Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Vânia a Orientadora Educacional também da Educação Infantil. Luísa estava oficialmente na escola.

A Carol Rivello, do Nossa Vida com Alice, produziu uns vídeos ótimos, sobre as cores, em que vários personagens infantis aparecem. Quando vi os vídeos, querendo mostrá-los à Luísa, percebi que ela não conhecia nenhum daqueles personagens e que esse desconhecimento poderia afetar não apenas o seu envolvimento com os vídeos da Carol, como também com as atividades da escola, pois ela não sabia quem era a Galinha Pintadinha, nem a Peppa, nem o Barney, nem a Dora……..os únicos vídeos que havia assistido até então eram os da Xuxa Só Para Baixinhos e os do Palavra Cantada…..e apenas alguns…..

Então começamos um intensivo de vídeos infantis. E Luísa pôde ficar grudada nos celulares e tablets, adquirindo “repertório” (mas continuou vendo Xuxa e Palavra). Não houve reclamações da parte dela, ao contrário, parece que já conhecia o touch screen de outras vidas, aprendendo rapidamente a passar o dedinho indicador em tudo. Aliás, outro dia estava conversando com um amigo de longa data, o Alan Mansur, e chegamos à conclusão que o sistema touch screen usa realmente algo instintivo e atávico que guia nossa curiosidade à exploração. Vimos isso nos nossos pequenos, então constatamos,mas deve ter alguma teoria (ou várias) que explique o fenômeno de forma consistente.

Mas algumas vezes ela até desgrudava os olhos dos eletrônicos pra “falar” com a gente…..

Ao mesmo tempo, continuamos a estimular todo tipo de brincadeiras offline na maior parte do tempo, desde as mais educativas e lúdicas, até aquelas moldadas pro estímulo do carinho, cuidado e empatia com o outro, como o simples ato de nanar uma neném.

Fazendo um análise retrospectiva, pois estou escrevendo esse post oito ou nove meses depois, minha preocupação não se justificou, porque Luisa aprendeu imediatamente todas as coreografias e músicas da escola (vemos que ela aprendeu porque antecipa os gestos das próximas frases). Mas era uma preocupação válida, pois eu não queria que ela se sentisse deslocada de alguma forma. Queria que tudo lhe fosse familiar. Só esqueci que as descobertas também podem ser deslumbradoras e não apenas assustadoras. com ela aconteceu a primeira hipótese, ela ficava a cada dia mais deslumbrada.

Quanto ao uso do canudo, essa era uma preocupação aterrorizante, já que Luisa nunca tinha sido ensinada (eu desconhecia que era função do profissional de TO ensiná-la).  Ela já espetava os pedaços de fruta com o garfo e comia, então a parte de comer não me preocupava, mas sim a parte de beber. Vieram em meu socorro a Christiane Aquino, que me mostrou o vídeo do Vito aprendendo a usar o canudo com a criadora do método Talk Tools em pessoa (mais de um ano mais novo do que quando a Luisa começou a aprender) e a Cínthia Azevedo, fonoaudióloga de BH, que com uma paciência de Jó, me orientou.

Eis o link do vídeo do Vito, no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=_7M3a4-f4cg

Rapidamente Luísa aprendeu. E com pouco mais de um ano e meio já pôde sair completamente da mamadeira, passando para os copos com canudo. O lanche na escola deixou de ser um desafio e uma preocupação.  Já comia sozinha suas frutas e sugava no canudo. Já estava até treinando com o Heitor pra comer a maçã do lanche alheio. Comemoramos mandando pra tia Cínthia um vídeo tomando água de coco com um coco que não estava lá aquelas maravilhas:

E que venha o ano escolar!!!!!!!

 

3 comentários em “O “planejamento estratégico” do ano escolar: entre eletrônicos e copos de canudos”

  1. Oi Gisele! Tudo bem? Excelente o seu blog!
    Sou de Salvador e tenho uma filha com Down que tem um ano, a Milla. Estou aqui em Belém esses dias até a sexta, com a Dra Aline, para aprender sobre o método criado pelo Glen Doman. Chegamos até aqui pelo site dos the institutes na Philadelfia. Vi no seu blog que vc aplicou o método e gostaria de falar com vc. É possível ? Abraços

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