Natal e emergência hospitalar…….de novo!!!!!

Incrível. Passamos o ano todo de 2015 sem voltar à emergência de um hospital pediátrico, apesar da pneumonia em abril, diagnosticada no  consultório do Dr. Zan. Desde então Luisa não tomou antibióticos ou anti inflamatórios, mas também não esteve nenhum quadro de saúde que o exigisse. Até o Natal. E então, como no ano anterior, os dias de Natal coincidiram com visita à emergência pediátrica.

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Na imagem, toda felicidade da Luisa por estar em Bragança. Vou me auto disciplinar para as descrições de imagem: Luisa sendo erguida pelos pés por seu pai, tendo ao fundo o Rio Caeté, na manhã do dia 24 de dezembro de 2015.

 

Desde outubro Luisa já vinha apresentando os sintomas de uma sinusite diagnosticada pelo dr. Zan, ao avaliar sua ressonância magnética. Vinha, então, reforçando ainda mais o sistema imunológico com fitoterápico prescrito pelo Dr. Zan, além do que já era de praxe. No Natal, fomos pra praia e seu nariz começou a escorrer. Assim que pisamos na praia e Luisa começou a comer areia, a única coisa que me veio à mente foi: será que ela está comendo areia por deficiência de minerais? Mesmo com suplementos? Ou é sensorial? Pois veja, eu tenho cinco filhos. Todos comeram areia, inclusive ela (oi Conselho Tutelar). Mas, não como ela. O que vi ali na praia foi uma total fixação em comer areia.

E fiquei em dúvidas se a questão sensorial que ela já vinha apresentando há algum tempo estava sendo determinante pra esse comportamento, ou se era necessidade orgânica de ingerir minerais. Se tem uma coisa que eu já aprendi sobre a Luisa é que ela está sempre com deficiência de minerais…… Impressionante. Mesmo com o Nutrivene D, ela tem que repor mais zinco à parte. Talvez estivesse ocorrendo o mesmo com outros minerais…..

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Luisa tentando voar, sendo erguida pelo pai, tendo o rio Caeté ao fundo

A parte ruim de toda a história é que minha dúvida não resistiu nem ao retorno pra casa. No dia 25 mesmo, em plena manhã de natal, já estávamos de volta, pra emergência médica, com a Luisa com o maior febrão possível de ser registrado. Por um lado eu estava super preocupada, claro. Por outro, eu meio que comemorava – dá-lhe sistema imunológico!!!!!!!! Queima mesmo esse monte de vírus e bactérias e mostra quem manda no pedaço!!!!!!!

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Luisa andando na imensidão da praia de Ajuruteua

Minha empolgação com esse sistema imunológico que mandou a febre também não durou muito. A médica da emergência me forneceu um quadro assustador de pulmões encharcando a qualquer momento, prescreveu antibiótico, e eu, como se fosse ainda uma mãe adolescente de primeira viagem, sem nenhum exame de sangue, sem nenhum raio x do tórax, tomei a decisão de que mais me arrependo na vida – dei antibiótico pra Luisa sem tirar a prova dos nove da necessidade!!!!! As consequências estão aí ate hoje,me atirando diariamente no mar de lama da culpa materna – mais alteração sensorial, destruição da microbiota,suspeita de disbiose, distensão abdominal, retorno definitivo das estereotipias (até o momento)……………..

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Luisa aguardando atendimento na emergência, de camiseta branca e shorts rosa, descalça e fazendo bico

Mas, não adianta lamentar. Eu tomei a decisão. O pavor da pneumonia de abril ainda era muito fresco na minha memória. Ao não exigir os exames ou sequer recorrer a uma segunda avaliação, eu fiz o que julguei ser o correto para o bem dela. Então é levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. O que não é exatamente simples.

 

 

 

 

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