A dieta “low FODMAP”

Se por um lado o ano de 2016 iniciou com muitas novidades no que diz respeito à escola e às terapias, por outro lado, nesse período nós estávamos envolvidos com o auge da minha velha  preocupação com a distensão abdominal da Luisa. Quando ela tinha menos de um ano, eu creditava a distensão à hipotonia da musculatura abdominal. Porém, com mais de um ano e meio e a marcha em ordem, já não dava mais para acreditar que o seu abdômen globoso tinha na hipotonia sua única razão de ser.

Somada a isso, havia a questão da alteracai sensorial, que certamente era um dos motivos das estereotipias. Após a limpeza dos metais pesados com clorella elas desapareciam, mas, alguns meses depois, sempre voltavam. Esse retorno me fez questionar se não havia outro motivo associado para a alteração sensorial que causava as estereotipias, e, como o intestino é o segundo cérebro, conversei longamente com nossos médicos sobre a possibilidade de que a reação que causava a distensão abdominal também estivesse alterando o processamento sensorial.

Fizemos então uma investigação do sistema digestivo menos completa do que a que eu gostaria. Colhemos exames de fezes, que deram ok, exames de sangue para alergias alimentares, nada também, e exame de urina. Eu já sabia que os exames de sangue dificilmente acusariam alergias alimentares específicas na idade dela, mas não realizá-los sempre deixaria a dúvida. Eu também gostaria de ter feito um exame de urina bem completo chamado ácidos orgânicos em um laboratório no exterior. Cheguei a pagar o envio do material de coleta para a minha casa, mas, como Luisa havia feito a limpeza dos metais pesados com clorella em janeiro, tinha que esperar um tempo, cerca de um mês, pra poder colher o exame. Então a avaliação inicial foi feita com exames simples de urina dos laboratórios locais mesmo. Como, ao exame clínico, Luisa apresentava muitos gases e, como não havia alterações consistentes em seus exames laboratoriais, focamos em um tratamento de seis semanas para distensão abdominal chamado “Low FODMAP”.

Todas as informações sobre a dieta de baixo FODMAP podem ser encontradas no site da Federação Brasileira de Gastroenterologia: http://www.fbg.org.br/Conteudo/2248/49/Dieta+com+baixo+teor+de+fodmaps

Algumas coisas foram fáceis de seguir, outras mais complicadas, porque Luisa consumia grãos e leguminosas diariamente. Na fase de reintrodução desses alimentos, percebemos o quanto os grãos e leguminosas causavam reação de distensão abdominal nela (mesmo ficando de molho por 12 horas ou mais) e abolimos a regularidade da oferta desses alimentos a partir de então. A retirada provisória de algumas frutas também foi complicada. Nossa sorte é que o abacate foi liberado para consumo moderado e a banana se tornou nosso grande trunfo, não apenas ao natural como também na forma de panquecas e bolos.

Assim, quando chegou o carnaval já estávamos muito próximos do final da dieta, e já se podia perceber claramente uma boa diminuição no volume abdominal da Luisa, que continuava com alguma distensão, mas nada que se comparasse ao que era antes. É o que podemos constatar nesse vídeo feito durante o baile de carnaval da escola:

Falando no primeiro baile de carnaval da escola, Luisa apeoveitou tanto que no final foi flagrada sentada no chão do salão, bocejando. Parece que a festa foi mesmo muito boa!!!!! Eis a foto do flagra:

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