As providências pós-férias e o surgimento do ranger de dentes

Durante as férias, comemos muito em restaurantes, sem controle dos processos de fabricação da comida. Mesmo deixando de fora os alimentos que já sabíamos que provocavam reações alérgicas na Luisa, a contaminação de metais pesados pelo uso de panelas de alumínio, o flúor contido na água e mais uma infinidade de contaminantes, a que Luisa foi exposta com mais frequência, certamente deixaram intoxicado um organismo que tem alterada a função da glutationa peroxidase, justamente a enzim responsável pela limpeza dos elementos tóxicos de dentro da célula.

 

A alteração da função da glutationa no metabolismo das pessoas com sindrome de Down já é conhecido há tempos, como podemos constatar, por exemplo, através de publicações de estudos como este, de 2003: http://www.jpeds.com/article/S0022-3476(03)00129-X/pdf

 

Portanto, se, em regra, de tempos em tempos é necessário auxiliar a função da glutationa no metabolismo das pessoas com síndrome de Down, promovendo limpezas de substâncias tóxicas que se acumulam nas células, imagina quando a pessoa sai da rotina e é exposta a mais contaminação ainda. No caso da Luisa, em especial,  dava pra saber que ela estava bastante contaminada porque suas estereotipias estavam muito intensificadas. As estereotipias funcionam na Luisa como uma medida, como pistas do quanto ela está contaminada, pois sempre se intensificam durante os períodos entre as limpezas.

 

Como das outras vezes, usamos clorella para o detox, só que dessa vez, pela primeira vez, usamos a dosagem inteira. Tivemos que interromper em 5 dias porque soltou demais o intestino. Com isso, percebemos que na Luisa não é possível fazer mais de 5 dias ininterruptamente. Temos que fazer 5 dias, parar 1 e retomar mais 5.

 

Logo nos primeiros dias as estereotipias sumiram ou diminuíram de intensidade. Ela parou de chupar a parte interna das bochechas e conseguia dormir sem pegar infinitamente nos meus lábios. Porém, na segunda semana surgiu o famoso ranger de dentes, muito frequente na síndrome de Down, segundo relato de inúmeras famílias lá no grupo do Blog. A hipótese imediata levantada pelos médicos da Luisa é a de que a clorellla arrastou os minerais junto com os metais pesados e que, por isso, uma deficiência de minerais estaria causando o ranger de dentes. A solução que nos foi dada foi a oferta de um repositor mineral manipulado, logo após o término dos dez dias da limpeza.

 

Uma outra hipótese é que Luisa estivesse com vermes. A nossa pediatra local prescreveu remédio pra vermes e, da combinação das duas situações, o ranger de dentes desapereceu (por enquanto)

 

A vantagem de escrever no blog com tanto atraso, é que, já tendo decorrido um ano desses fatos, posso contar que meses depois o ranger de dentes voltou. Inclusive, agora, neste momento, em julho de 2017, um ano após os fatos que estou relatando, ela está rangendo os dentes novamente. A boa notícia é que sempre descobrimos o que está causando e resolvemos o problema, até o próximo episódio.

 

Em julho de 2016 o ranger foi resolvido com remédio pra vermes e com reposição de minerais. E assim nos preparamos pra iniciar os projetos para o sehundo semestre,  que fervilhavam na minha cabeça.

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