AS NOVAS TERAPIAS: A INTEGRAÇÃO SENSORIAL, O FOCO NA APRAXIA E AS TERAPIAS QUÂNTICAS

Todas as mudanças na nossa abordagem terapêutica a partir de setembro de 2016 foram motivadas por uma única razão – a hipótese diagnóstica de Apraxia da Fala na Infância. Inicialmente procuramos uma fonoaudióloga com um trabalho mais específico, que incorporou em suas estratégias, a nosso pedido, o recém lançado Método Multigestos.

Iniciamos as seis sessões de avaliação e, estabelecidos claramente o diagnóstico, objetivos e metas, adotamos o Método Multigestos em casa também, pois os vídeos que ensinam a técnica são disponibilizados gratuitamente no YouTube, acrescentando mais essa estratégia ao nosso dia a dia.

Em novembro de 2016 a Associação Singularidade Down trouxe para a cidade as fonoaudiólogas que criaram o método, Cinthia Azevedo e Letícia Silva, para uma formação. Assim, as famílias puderam estabelecer um maior contato e familiaridade com a proposta (menos eu, que quebrei o pé direito na manhã do primeiro dia de curso……). A Carol Rivello, do Nossa Vida com Alice, é a designer do projeto, que funcionou maravilhosamente bem aqui em casa. Há mais informações sobre o método neste site:

https://www.multigestos.com.br/pagina/o-metodo.html?gclid=EAIaIQobChMI9av1uO_A1wIV1o2zCh3tnwhBEAAYASAAEgIfQvD_BwE

A outra mudança que a hipótese da apraxia nos trouxe foi a Integração Sensorial, pois esta é essencial para a abordagem da apraxia. Mesmo antes da vinda da Drª Elizabeth Giusti, eu já havia procurado um profissional incrível da minha cidade, o Terapeuta Ocupacional Rafael Morais, com a intenção de tratar as alterações sensoriais recorrentes. Então a hipótese da apraxia apenas corroborou minha intenção de que Luisa fosse acompanhada por ele e, por essa razão, iniciamos as sessões de avaliação.

Por fim, assisti a um depoimento em vídeo gravado pela hoje minha amiga, Patrícia Brasil, sobre os bons resultados da Terapia Quântica, no caso o REAC, na apraxia de sua filha de 5 anos.

Você pode assistir esse depoimento aqui:

https://drive.google.com/file/d/0B2fIWaWqyMEIS1Y4VjhlVHlEWkk/view

Procurei pelo médico em questão, Dr. Alfredo Coelho, dando início ao tratamento da Luisa na Medicina Quântica. A princípio programamos pra que Luisa fizesse terapias de frequência e de som, REAC, Aquera e Quantec e adotamos também os florais frequenciais prescritos pelo Dr. Alfredo. Já em 2017 iniciamos também o TMS.

A medicina quântica foi uma revolução pra nós. Fizemos o desbloqueio do REAC em uma sexta feira e, no sábado, bem cedo, logo que acordamos, o vendedor de tapioca passou em frente de casa como sempre, gritando “olha a tapioooooca”. Luisa “comentou” comigo que o vendedor estava gritando e eu aproveitei a situação pra brincar de chamar as pessoas bem alto, que nem o “tio da tapioca” estava fazendo. E aí falei “papai”. E ela repetiu “papai” e não pá, como dizia até então. Tomei um susto e chamei “mamãe” e ela repetiu “mamãe”. E foi a primeira vez que a ouvi falando mamãe. Chamei “Heitor” e ela repetiu “Ô”.

Uma das coisas que eu fiz, a pedido da fono, foi uma lista das palavras que Luisa já usava pra nomear algo ou alguém, escritas da forma como ela falava e com o seu significado. Em 24 de outubro de 2016, após as sessões de avaliação da nova fono e um mês após o início das terapias quânticas, justo para iniciarmos com a fono os trabalhos específicos para apraxia, preparei a primeira lista, e Luisa já tinha pulado de 5 para 28 “palavras”:

Lista das palavras que a Luisa fala em 24/10/2016:
1. pá (sapato)
2. Pé
3. Papai
4. Mamãe (muito raramente, quando pedimos pra falar mamãe, chama papai)
5. Ai (pra dizer que tá machucando)
6. Ovvvvvo (ovo)
7. Offfffo (biscoito)
8. Pão
9. Não
10. Ô (Heitor)
11. Dedé (Neiva)
12. Uxxxx (urso, da Masha e o Urso)
13. Isssa ou Isa (Luísa)
14. Ian
15. Ado (Renato, o faxineiro do prédio)
16. Oca (só faz o movimento da boca sem o som)
17. Pááápo (pato)
18. Exxe (esse)
19. Áug (água)
20. Ábbbbo (gato)
21. Au au
22. Ááááu (tchau)
23. Bô (bolo)
24. Djá (já, do um dois três já)
25. Têi (três)
26. Dôi (dois)
27. Mê ou apenas Êe, acompanhado do gesto (comer)
28. Oi

Sua comunicação gestual ganhou a associação de sons com mais frequência, como nesse vídeo de 4 de novembro de 2016:

 

A lista de palavras crescia a cada mês. Em janeiro de 2016, com dois anos e nove meses, a ouvi dizer a primeira frase espontânea com duas palavras. Fiz o registro para a fono: “Hoje (22/01/16), Luisa falou uma frase de duas palavras espontaneamente. Estava sentada em meu colo e o pai sentado em frente. Estendeu os bracinhos pra ele, fez o gesto de vem cá com as mãozinhas, e disse “qué………papai”. Neiva dizia que ela já tinha falado “cao…….papai (carro) mas eu não ouvi”.

Atualmente (novembro de 2017) a lista já não se faz mais necessária, porque Luisa já nomeia todas as coisas, espontaneamente ou por repetição. Canta as palavras finais das músicas infantis e antecipa palavras de estórias. O trabalho agora é voltado para a inteligibilidade da fala, para a pronúncia compreensivel das palavras. A fala espontânea já se apresenta mais inteligível, mais clara quando se trata de poucas palavras. No entanto, quando ela resolve falar muito, por muitos minutos, fazendo uma narrativa, sua fala fica pouco compreensível.

Outro resultado positivo e imediato das terapias quânticas foi a melhora de algumas questões sensoriais. A mudança mais evidente foi em relação a andar segurando a mão. Luisa se recusava a caminhar segurando minha mão. Por vezes, assim que eu tentava, ela sentava imediatamente no chão. Se eu não pegasse sua mão ela continuava caminhando normalmente. Como nesse período ainda havia um discreto balanço de cabeça do spasmus nutans, eu pensava que poderia ser essa a razão e não insistia (no vídeo abaixo, de 02 de novembro de 2016, dá pra perceber que o balanço ainda persistia, porém, bem sutil). Mas, apenas uma semana após o início do REAC, o incômodo desapareceu completamente.

 

As terapias quânticas funcionaram também pra tratar a secreção retida no ouvido médio, causadora da alteração da imitanciometria que fizemos em agosto de 2016. A situação foi provisoriamente resolvida. Digo provisoriamente porque neste ano de 2017 a imitanciometria voltou novamente para o padrão B, o que nos fez optar pela colocação de tubos de ventilação nos ouvidos, pois as otites da Luisa são silenciosas, ela não tem febre ou apresenta qualquer outro sintoma do que está acontecendo, então eu optei pelos tubos por questão de segurança, para que qualquer secreção possa escorrer e nem chegue a ficar retida. Meu medo era que ela tivesse otite, não percebêssemos nada (como tinha sido até então) e quando a imitanciometria constatasse a alteração e iniciássemos outro tratamento, alguma perda auditiva já tivesse ocorrido.

Que post longo……

Todas essas minhas preocupações e precauções e elaborações podem até sugerir um processo de patologização da vida. Procuro me policiar bastante em relação a isso, conferindo se Luisa está tendo a oportunidade de ser apenas uma criança. Esses dois vídeos abaixo, filmados nos meses a que estou me referindo, me confirmam que sim, que sua essência está preservada…… e como. O primeiro vídeo é de dois de outubro de 2016 e felizmente eu não sofro do coração. O segundo é de alguns dias depois, 23 de outubro. Já vemos uma Luisa mais falante, que a n hora da bronca tenta disfarçar apontando pra vaquinha do seu pijama e fazendo muuuuu,  acho que na esperança de que eu me distraísse e esquecesse a represália. Muito truqueira 😅😊

 

 

 

 

 

2 comentários em “AS NOVAS TERAPIAS: A INTEGRAÇÃO SENSORIAL, O FOCO NA APRAXIA E AS TERAPIAS QUÂNTICAS”

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